Síndrome dos ovários policísticos (SOP)

É a doença endócrina mais comum em mulheres em idade reprodutiva (6-20% das mulheres podem ter a síndrome). Representa a causa mais frequente de hirsutismo (aumento de pelos terminais em áreas usuais ao homem como: buço, o queixo, região entre os seios, nádegas, região acima e baixo do umbigo, entre outras) e infertilidade anovulatória.

A Síndrome dos ovários policísticos é causada por fatores genéticos e ambientais, o aumento do peso (IMC > 30) pode elevar a predisposição genética. A SOP também é considerada um importante fator de risco para obesidade, diabetes mellitus tipo 2, aumento do colesterol e, consequentemente doenças cardiovasculares.

Apesar da SOP representar uma causa importante de infertilidade por ausência de ovulação, mulheres com a síndrome podem engravidar com o tratamento adequado, mas apresentam maior risco de desenvolver: Diabetes Gestacional (30-50%) e Distúrbios Gestacionais Hipertensivos: pré-eclâmpsia e hipertensão induzida pela gestação (5%), parto prematuro (risco 2x maior) e nascimento de bebês pequenos para idade gestacional (10-15%). O diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos não é feito com base apenas no exame de USG transvaginal ou pélvico, já que a síndrome é um conjunto de sinais e sintomas.

Apesar de existir vários critérios diagnósticos, um dos mais aceitos se baseia na presença de 2 dos 3 critérios: hiperandrogenismo, que significa características masculinas (hirsutismo, acne, alopécia androgênica), hiperandrogenemia (níveis elevados de testosterona livre, DHEAS, androstenediona), disfunção menstrual (amenorréia que significa falta de menstruação ou oligomenorréia que é um sangramento menstrual em intervalos mais longos que 35 dias).

O tratamento deve levar em conta o desejo ou não, da mulher de engravidar e a presença das características da síndrome, sem esquecer também do combate à obesidade e dos distúrbios metabólicos.

As funções desconhecidas do intestino

O trato gastrointestinal possui funções muito importantes não conhecidas pela maioria das pessoas. Além da digestão, absorção e excreção dos nutrientes, o sistema digestivo tem funções de detoxificação, imunológica, neurológica e endócrina.

O intestino é considerado o segundo cérebro, pois apresenta mais de 100 milhões de neurônios. A maior parte da serotonina (substância que regula a sensação de bem-estar do organismo e também a motilidade intestinal) tem origem no intestino. Este órgão possui uma rede nervosa e neuronal em permanente comunicação com o cérebro. Em situações de estresse e ansiedade, as pessoas sofrem alterações intestinais, aumentando a necessidade de ir várias vezes ao banheiro ou apresentando a paralisação do seu funcionamento. De todos os sinais que ativam o sistema imunológico, 50 a 70% provém da luz intestinal.

O intestino produz ainda vários hormônios. Um deles, chamado de GLP-1 (comercialmente disponível para tratamento da diabetes e obesidade), possui a propriedade de sinalizar ao cérebro a saciedade, estimular a produção de insulina e inibir o glucagon (hormônio essencial no manejo do diabetes), além de retardar o esvaziamento do estômago.

O intestino também aloja uma população enorme de bactérias (na casa dos trilhões), e estas trazem benefícios ou doenças (quando em desequilíbrio). Este desequilíbrio da flora intestinal (gerando efeitos nocivos ao organismo) é chamado de disbiose.

Existem várias doenças e situações ligadas à disbiose. São elas:

1 – Doença inflamatória intestinal

2 – Esofagite

3 – Obesidade

4 – Esteatose hepática

5 – Artrite Reumatóide

6 – Humor

7 – Osteoporose

8 – Resistência à insulina

9 – Câncer

10 – Infecções urinárias e genitais.

O impacto do final de semana na sua perda de peso.

Para obter sucesso no emagrecimento e melhorar sua composição corporal, você precisa estar atento aos finais de semana, principalmente se você sai muito com os amigos, tem uma vida social agitada e bebe sempre nessas ocasiões. Tem muita gente que faz o planejamento alimentar correto durante a semana, mas quando chega na sexta-feira começa a perder o foco. Pois bem, quem está querendo emagrecer tem que pensar nisso com cuidado.

Então, vamos às dicas:

  • Evitar recorrer ao fast-food. O modelo alimentar que preza pela praticidade, quase nunca é viável para nossa saúde. O tipo de alimentação gordurosa oferecida pelas redes de fast-food, pode comprometer toda semana de disciplina na dieta, além de trazer uma série de problemas a longo prazo para nosso organismo.
  • Diminuir um pouco o valor calórico das refeições antes das festas ou saidinhas com os amigos, evitando os carboidratos simples, como pães, biscoitos, bolos, doces.
  • Não chegar com fome nas comemorações. Fazer um lanchinho 30 minutos antes de sair, por exemplo shakes protéicos, omeletes ou panquecas protéica.
  • Não esquecer de beber água nas festas, restaurantes, bares. Intercalar a água com a bebida alcoólica ajuda na redução do consumo alcoólico e evita a desidratação.
  • Se possível, praticar alguma atividade física no fim de semana, pode ser caminhada na praia, andar de bicicleta com o filho, atividades recreativas e ao ar livre.
  • Bebida alcoólica é CALÓRICA!

Escolher bem a bebida alcoólica e consumir com moderação pode ser o melhor segredo para quem quer emagrecer e faz o uso destas calorias vazias. O álcool contém muitas calorias e fornece pouco ou nenhum nutriente para nosso organismo. Então, verificar os ingredientes de alguns coquetéis (como açúcar, suco de frutas e até refrigerantes) e fazer uma escolha inteligente fará a diferença no seu emagrecimento.

Conheça as calorias de algumas bebidas:

  • Batida de frutas com leite condensado: 504 cal em 1 copo/200ml (se numa festa você bebe no mínimo umas 3 ou mais, só ai já são 1.512cal)
  • Cachaça: 115cal em 1 dose/50ml
  • Caipirinha de limão com cachaça e açúcar: 263cal em 1 copo/200ml
  • Caipirinha de limão com cachaça e adoçante: 182cal em 1 copo/200ml
  • Caipirinha de limão com vodca e açúcar: 310cal em 1 copo/200ml
  • Cerveja: 151cal em 1 lata/350 ml (num bom churrasquinho com os amigos de 12:00 as 19:00 você poderia consumir 10 ou mais latinhas, já são 1500cal fora os petiscos)
  • Cerveja sem álcool: 82cal em 1 long neck/355ml
  • Chope: 180cal em 1 tulipa/300ml
  • Espumante: 110cal em 1 taça/125ml
  • Gim: 60cal em 1 dose /30ml
  • Smirnoff Ice: 240cal em 1 long neck/275ml
  • Tequila: 110cal em 1 dose/50ml
  • Saquê: 50cal em 1 dose/35ml
  • Uísque: 120cal em 1 dose/50 ml
  • Vinho tinto: 107cal em 1 taça/125ml (se você bebe, sozinho, uma garrafa de 750ml, você ingeriu 642cal de uma só vez)
  • Vinho branco seco: 107cal em 1 taça/125ml
  • Vodca: 120cal em 1 dose/50ml.

Entenda o que é o Jejum Intermitente

Normalmente ingerimos mais energia do que o corpo precisa utilizar de imediato. A ciência vem mostrando que uma restrição calórica proporciona um aumento da extensão da vida e proteção contra doenças relacionadas ao envelhecimento. A abstinência aos alimentos por períodos determinados permite que seu organismo possa se concentrar em funções de reparo celular e rejuvenescimento dos tecidos, ao invés de necessitar continuamente desprender energia com a digestão.

Quando comemos um alimento que eleva o açúcar no sangue, aumentam também os níveis de insulina, um hormônio importante para a utilização e o armazenamento da energia consumida. Essa energia é armazenada no fígado e no músculo em forma de glicogênio, para uso posterior.

Com o jejum, ocorre a diminuição da glicose sanguínea e do hormônio da insulina, levando ao esgotamento das reservas de glicogênio. Assim, a GORDURA passa a ser utilizada como fonte primária de  energia.

Vantagens do jejum para o organismo:

Aumento do Hormônio do Crescimento (GH): o GH pode aumentar em até 5 X, o que ajuda na queima de gordura, no desenvolvimento de massa magra e ganho muscular (desde que a pessoa faça exercícios físicos com esse objetivo).
Reparo celular: degradação e remoção de componentes inúteis da própria célula, o que leva a maior proteção imunológica.
Aumento de queima de gordura: chamado de efeito lipolítico, promove maior mobilização de gordura, poupando o glicogênio muscular.
Saúde cardiovascular: redução de diversos parâmetros para o risco de doenças cardiovasculares (glicemia, pressão arterial e colesterol).
Redução dos marcadores de inflamação e doenças crônicas: o jejum reduz marcadores de estresse oxidativo.
Perda e manutenção do peso: o jejum promove a aceleração do metabolismo, do gasto energético em repouso e da perda de massa gorda, enquanto preserva a massa magra.
Redução nos níveis de insulina: prevenção e melhora do controle metabólico em diabéticos tipo 2.
Longevidade: o jejum promove a ativação benéfica de genes e moléculas relacionadas à longevidade.

Você deve estar se perguntando se a fome aumenta com o jejum. A resposta é NÃO, pois o jejum diminui o hormônio da fome (grelina) e os pacientes que adotaram a prática relataram que o apetite tende a diminuir.

Existem diferentes tipos de jejum: de 12, 16, 20 e 24 horas. Se você jantar às 20h, for dormir às 23h e tomar café às 8h, foi realizado um jejum de 12h. Imagine que pulou o café da manhã, então você realizou um jejum de 16h. É possível começar com um jejum de 12h e aumentar gradativamente a quantidade de horas.

Porém, é preciso ter alguns cuidados. Pessoas com diagnóstico de gota; em uso de medicações; com diabetes tipo 2 ou com refluxo gastroesofágico precisam ter cautela ao realizar o jejum. Consulte seu médico endocrinologista antes de realizá-lo e atente para as contra-indicações, listadas abaixo.

Contra-indicações ao jejum:

• Pessoas severamente mal nutridas ou abaixo do peso;
• Menores de 18 anos;
• Gestantes e lactantes;
• Diabéticos do tipo 1 ou 2, em uso de insulina;
• Pacientes com insuficiência renal ou hepática;
• Pacientes com distúrbios alimentares, como anorexia nervosa.

Você sabia que a vitamina D é um hormônio?

Vitamina D é um hormônio lipossolúvel, ou seja, ele fica armazenado na gordura. É sintetizado na pele a partir do precursor 7 – desidrocolesterol em resposta à radiação UVB (ultravioleta B).

Diversas pesquisas mostram que no Brasil há uma alta prevalência de insuficiência de vitamina D, apesar da alta incidência de sol. A vitamina D é essencial em funções relacionadas ao metabolismo ósseo e sua deficiência também está relacionada com risco aumentado de doenças como diabetes, doenças cardíacas, câncer, doenças da tireoide, entre outras.

Recomenda-se sua dosagem para uma população com baixa exposição solar e com algumas condições (suspeita de raquitismo ou osteomalacea, osteoporose, idosos com história de quedas e fraturas, grávidas, pacientes de cirurgia bariátrica, uso de alguns medicamentos).

Osteoporose: fatores de risco e condições associadas à doença

A osteoporose é uma doença em que a densidade mineral óssea é reduzida, levando a um risco maior de fratura. É chamada frequentemente de “doença silenciosa”, porque seus sintomas não são aparentes, até que o indivíduo quebre de fato um osso.

Existe um maior risco de mortalidade em função, sobretudo, de complicações relacionadas à fratura de quadril. Os efeitos decorrentes de uma fratura da coluna são subestimados. Fraturas vertebrais causam perda de estatura cifose (corcunda de viúva), dores crônicas, aumento do risco de quedas, distúrbios do sono e aumento da dependência desses pacientes, o que prejudica o estado de saúde e a qualidade de vida.

Principais fatores de riscos e condições associadas à baixa massa óssea:

  • Tabagismo, alcoolismo
  • Medicamentos: glicocorticóides, lítio
  • Diabetes Mellitus, Artrite Reumatóide
  • Insuficiência Renal Crônica
  • Doença celíaca, ressecção gástrica

O exame para determinação da massa óssea é a densitometria óssea.

Quem deve realizar DO:

  • Mulheres com 65 anos ou mais
  • Mulheres pós-menopausadas ou na transição menopausal com fator de risco para baixa massa óssea
  • Adultos com antecedente de fratura por fragilidade
  • Adultos com antecedente de doença ou condição clínica associada à baixa massa óssea.

Médicos recomendam manter hábitos saudáveis e atividades físicas

Dieta balanceada, com quantidades adequadas de proteína, cálcio e outros nutrientes, leva à redução da perda óssea relacionada à idade e à redução do risco de fraturas. A deficiência de Vitamina D é um importante fator contribuinte para a osteoporose, por levar à menor absorção intestinal de cálcio, à alteração da microestrutura óssea e à diminuição da força muscular. A atividade física regular aumenta a densidade mineral óssea e a força muscular, melhora o equilíbrio e diminui o risco de quedas. Todos os pacientes devem ser estimulados a parar de fumar e a evitar o consumo excessivo de café e de álcool.

Procure seu endocrinologista para discutir as estratégias de prevenção a quedas e para melhorar a segurança em casa. Ele também vai orientá-lo quanto ao tratamento medicamentoso.

 

Febre amarela: saiba quem deve se vacinar

Moradores em regiões com foco de febre amarela ou aqueles que pretendem viajar para essas regiões devem tomar a vacina pelo menos 10 dias antes da viagem.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) orienta que crianças com mais de 9 meses e adultos até 59 anos precisam de apenas uma dose da vacina contra a doença.

A vacinação em pacientes diabéticos está livre de qualquer risco, desde que não existam outras contraindicações, como, por exemplo, alergia à gema de ovo (componente da vacina) ou doença febril aguda grave.

No caso de glicemia instável e de outras doenças que comprometam o sistema imunológico de forma significativa, a vacinação com vírus vivos deve ser cuidadosamente avaliada em relação aos riscos de exposição ao agente infeccioso.

Consulte seu médico se for viajar para áreas onde existam focos de febre amarela. Ele vai discutir sobre os riscos e benefícios da vacina a sua saúde!

Segundo a OMS, são consideradas áreas de risco a zona rural das regiões Norte e Centro Oeste, estado do Maranhão, parte dos estados do Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), onde há casos da doença em humanos ou circulação do vírus entre animais.